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Data de publicação: 17-07-2026 🕒 4 min de leitura
Um parâmetro muito importante do ponto de vista da aplicação de um determinado material na eletrotécnica é sua resistência. Quanto maior for, mais o condutor se aquece e maiores são as perdas de energia. Este é um fenômeno muito desfavorável do ponto de vista da transmissão de energia, tanto na escala micro quanto na macro. Por isso, os cientistas procuram soluções para eliminar essas perdas. Uma das descobertas mais importantes nessa área foi feita acidentalmente no início do século XX – trata-se da supercondutividade.
A supercondutividade é o fenômeno do desaparecimento total da resistência elétrica, acompanhado do "repelir" do campo magnético para fora do supercondutor. Esse fenômeno ocorre em condições características para cada material – abaixo de uma determinada temperatura crítica e, em alguns casos, também sob pressão suficientemente alta. Os supercondutores conhecidos atualmente exigem ou uma temperatura muito baixa, ou uma pressão extremamente alta. Por exemplo:
A supercondutividade pode ocorrer em diferentes materiais. Materiais que normalmente são dielétricos podem também apresentar supercondutividade.
A necessidade de gerar pressões extremamente altas e resfriar o material supercondutor a temperaturas muito baixas impõe a construção de dispositivos complexos e caros. Essa é uma das principais razões pelas quais as aplicações dos supercondutores, apesar de atrativas, não são amplamente difundidas.
A descoberta do fenômeno da supercondutividade foi resultado das tentativas de liquefação do oxigênio conduzidas por Louis Paul Cailletet. Isso contribuiu, em 1908, para a liquefação do hélio – realizada pelo cientista Heike Kamerlingh Onnes. Esse foi um passo fundamental na área de estudos de materiais em baixas temperaturas. O motivo pelo qual os materiais foram estudados sob temperaturas extremamente baixas à época estava nas teorias que afirmavam que, ao baixar a temperatura, a resistência ou diminuiria, ou os elétrons seriam "congelados", tornando impossível seus movimentos e aumentando a resistência para o infinito.
A equipe de Onnes estudou lâminas de ouro e platina com diferentes teores de pureza. Durante as pesquisas, notou-se que a resistência diminuía com a temperatura. Em certa temperatura, seu valor se estabilizava e era tanto maior quanto maior fosse a quantidade de impurezas no material. Isso refutava a teoria do "congelamento" dos elétrons.
Para um dos experimentos, escolheu-se mercúrio destilado, devido à possibilidade de obter alta pureza do material. O objetivo do experimento realizado em 8 de abril de 1911 foi verificar sua resistência na temperatura do hélio líquido. A equipe dirigida por Kamerlingh Onnes e Gerrit Jan Flim iniciou os estudos. Para medir a resistência, usaram uma ponte e um galvanômetro de espelho. Observou-se que a resistência do mercúrio caiu para 0 abaixo da temperatura de 4,2K. Essa descoberta iniciou as pesquisas sobre a supercondutividade em diferentes materiais.
O maior sonho dos cientistas permanece ser o de descobrir um material que apresente propriedades supercondutoras à temperatura ambiente e sob pressão normal. Essa revolução poderia transformar a energia, o transporte e as tecnologias da informação, eliminando perdas de energia e abrindo caminho para novas soluções tecnológicas.
Por suas realizações em pesquisas com materiais em baixa temperatura e pela descoberta da supercondutividade, Heike Kamerlingh Onnes recebeu o Prêmio Nobel em 1913.
Nos supercondutores, ocorre o efeito Meissner mencionado no início. Em condições normais, o campo magnético externo penetra o interior do condutor. Se o material está em estado supercondutor e submetido a um campo magnético externo, o campo será "expulso" do supercondutor devido à indução de correntes na camada superficial do material. O efeito espetacular é a levitação magnética – o supercondutor é aprisionado nas linhas do campo magnético externo e, por isso, permanece fixo no espaço. Essa propriedade é o efeito mais chamativo da supercondutividade, não só frequentemente demonstrado em várias apresentações, mas também utilizado em aplicações práticas.
Apesar das dificuldades técnicas relacionadas à necessidade de resfriar o supercondutor a temperaturas muito baixas e manter essa temperatura durante a operação do dispositivo, os supercondutores já são amplamente usados hoje. O fenômeno da supercondutividade é explorado, porém em pequena escala, porém com grande sucesso:
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